domingo, 14 de dezembro de 2008

Homenagem de O POVO a Maria Ferreira de Abreu

Alaércio Flor
Maria Ferreira de Abreu
Alaércio Flor06 Dez 2008 - 02h50min
O bairro Demócrito Rocha acaba de perder uma personagem que muito contribui pra aquela localidade se tornar mais que uma Vila Marupiara... Dona Maria Ferreira de Abreu, minha genitora, que ao constituir família trocou o conforto do Centro pelas agruras da periferia e as responsabilidades de administrar lar e educar filhos, hoje, todos bem colocados na vida e em seus empregos públicos ou privados... Quando mamãe ali chegou nem o bairro era uma homenagem ao criador de O POVO nem a rua era chamada rua Rio Grande do Sul, a maior via daquele arrabalde... Dona Biô como era mais conhecida tinha o espírito de educadora e sempre primava para que todos tivessem na educação a alavanca para o progresso e melhoria de vida. Mamãe tinha certeza que estudar, adquirir instrução era o método mais correto de mudar a sociedade e as situações de pobreza do povo. Pregava isto todos os dias para os filhos e vizinhos e se dependesse dela a escola é lugar obrigatório para todas crianças e até adultos pois ela mesma foi sentar-se no banco do Mobral sem nenhum sentimento de vergonha... Poucas letras, mas muita sabedoria esta senhora que via no jornal um instrumento de formação do educando. Quantos jornais O POVO essa boníssima senhora adquiriu para eu ler os fatos e as reportagens dos eminentes jornalistas? Dona Maria Ferreira de Abreu era apenas cinco anos mais nova que O POVO o qual tendo 80 anos de história fez parte da minha vida até hoje, primeiro, por iniciativa dela, que julgava importante a informação como pão do espírito... Por isso O POVO deve registrar que uma formadora anônima de leitores do seu matutino partiu no último dia 24 de novembro... e lá do alto há de continuar espiritualmente nos iluminando para que outras mães em terna idade também incentive aos filhos a gostar de ler como ela fez comigo... Adeus, mamãe Maria, ou mãezinha querida, que fez de mim um grande leitor e o filho que tinha de tecer alguns encômios pela maravilhosa educadora que fosse para nós e muitos outros.
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